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Infarto e AVC no frio: dicas essenciais para proteger sua saúde

Infarto e AVC no frio

Você já percebeu como as emergências médicas por infarto e AVC no frio aumentam?

Pois é, esse não é apenas um dado de curiosidade – é uma preocupação real para milhões de pessoas, principalmente aquelas com problemas cardiovasculares ou fatores de risco.

Mas antes que você se assuste, respire fundo: entender por que isso acontece e como se proteger é o melhor caminho para passar pelo inverno com saúde e segurança.

Neste artigo, vamos conversar sobre:

  • Por que o frio aumenta o risco de infarto e AVC;

  • Quem tem mais chances de sofrer esses eventos no inverno;

  • Dicas práticas para se proteger;

  • Quando buscar ajuda médica imediatamente;

E ao final, você ainda encontrará uma seção de perguntas e respostas para tirar todas as suas dúvidas. Vamos lá!

 

Por que o frio aumenta o risco de infarto e AVC?

Você já sentiu seu corpo reagir de forma diferente quando a temperatura cai? Pois bem, nosso organismo se esforça para manter a temperatura interna constante, um processo conhecido como termorregulação.

Quando expostos ao frio, os vasos sanguíneos tendem a se contrair, um fenômeno chamado vasoconstrição. Isso acontece para reduzir a perda de calor e direcionar o sangue para os órgãos vitais.

Infarto e AVC no frio
Imagem: Lucas Reis

Contudo, essa contração dos vasos sanguíneos não vem sem custos. Primeiramente, a pressão arterial tende a subir. Imagine que o sangue, que antes fluía por um rio largo, agora precisa passar por um riacho mais estreito; a força necessária para empurrá-lo aumenta, certo?

Essa elevação da pressão é um fator de risco bem conhecido para infarto e AVC.

Além disso, o frio também pode levar a um aumento da viscosidade do sangue, tornando-o mais “grosso”. Isso significa que as plaquetas, que são células responsáveis pela coagulação, podem se agrupar mais facilmente, favorecendo a formação de trombos (coágulos).

Um coágulo pode bloquear uma artéria do coração, causando um infarto, ou uma artéria do cérebro, resultando em um AVC isquêmico.

E não para por aí. O frio também pode aumentar a demanda do coração por oxigênio. Para compensar a perda de calor e manter o corpo aquecido, o coração precisa trabalhar mais, bombeando sangue com maior frequência e força.

Em pessoas com doenças cardíacas preexistentes, como doença arterial coronariana, esse esforço extra pode ser excessivo, precipitando um evento cardíaco.

Um estudo publicado no European Heart Journal destacou que as taxas de infarto do miocárdio aumentam significativamente em dias de temperaturas mais baixas.

 

 

Quem corre mais risco de infarto e AVC no inverno?

É importante ressaltar que o risco não é igual para todos. Certos grupos de pessoas são mais suscetíveis aos efeitos do frio na saúde cardiovascular.

Idosos, por exemplo, têm mecanismos de termorregulação menos eficientes e muitas vezes já possuem condições de saúde preexistentes.

Pessoas com doenças crônicas como hipertensão, diabetes, colesterol alto, doença renal crônica e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) devem redobrar a atenção.

Indivíduos com histórico de doenças cardíacas ou AVC anteriores também correm maior risco de recorrência. Além disso, fumantes e aqueles com hábitos de vida sedentários já possuem fatores de risco aumentados, que o frio pode agravar.

Não podemos esquecer das pessoas que, por sua ocupação ou estilo de vida, ficam expostas ao frio por longos períodos, como trabalhadores da construção civil, entregadores ou atletas que praticam atividades ao ar livre. Eles precisam adotar medidas preventivas ainda mais rigorosas.

 

Medidas preventivas: o que fazer para se proteger

Agora que entendemos os riscos, a boa notícia é que podemos tomar uma série de medidas para proteger nossa saúde cardiovascular durante o inverno. A prevenção é a chave!

 

1. Mantenha-se aquecido, sempre!

Esta é a dica mais óbvia, mas também a mais crucial. Vista-se em camadas, pois várias camadas de roupas leves isolam melhor o corpo do que uma única peça grossa.

Use luvas, cachecóis, gorros e meias quentinhas para proteger as extremidades e a cabeça, por onde perdemos grande parte do calor corporal.

Em casa, mantenha os ambientes aquecidos e evite correntes de ar. Se você mora em uma região muito fria, considere o uso de aquecedores, mas sempre com segurança.

 

2. Cuide da alimentação e hidratação

No frio, é comum sentir mais fome e buscar alimentos ricos em calorias. No entanto, é fundamental manter uma dieta equilibrada e rica em nutrientes.

Opte por sopas quentes e nutritivas, legumes e verduras da estação, e frutas. Evite o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras saturadas e sódio, que podem elevar a pressão arterial e o colesterol.

Embora não sintamos tanta sede no inverno, a hidratação continua sendo vital. Beba bastante água e outros líquidos mornos, como chás, para manter o corpo hidratado e ajudar na circulação sanguínea.

 

3. Não abandone a atividade física

Manter-se ativo é fundamental para a saúde cardiovascular. Se você pratica exercícios ao ar livre, evite os horários de pico de frio (geralmente nas primeiras horas da manhã e à noite). Aqueça-se bem antes de começar e use roupas adequadas para o frio.

Se o clima estiver muito severo, opte por atividades físicas em ambientes fechados, como academias, shoppings ou até mesmo em casa.

Caminhar dentro de um shopping ou subir e descer escadas pode ser uma ótima alternativa.

 

4. Atenção à pressão arterial e diabetes

Se você é hipertenso ou diabético, é ainda mais importante monitorar regularmente sua pressão arterial e os níveis de glicose no sangue.

Siga as orientações do seu médico e tome seus medicamentos conforme a prescrição. Não hesite em procurar seu médico se notar qualquer alteração nos seus níveis ou se sentir algum sintoma incomum.

 

5. Evite o consumo excessivo de álcool e tabaco

O álcool pode dar uma falsa sensação de aquecimento, mas, na verdade, ele causa vasodilatação periférica, o que significa que o sangue é direcionado para a superfície da pele, levando a uma perda de calor corporal mais rápida.

Além disso, o álcool pode interferir na eficácia de alguns medicamentos e aumentar a pressão arterial.

O tabagismo, por sua vez, já é um dos maiores vilões da saúde cardiovascular. No frio, os vasos sanguíneos já estão mais contraídos, e o fumo agrava ainda mais essa situação, aumentando drasticamente o risco de coágulos e lesões nas artérias.

 

6. Vacinação é proteção extra

A gripe (influenza) e a pneumonia são mais comuns no inverno e podem sobrecarregar o sistema cardiovascular, especialmente em pessoas com condições preexistentes.

Por isso, mantenha suas vacinas em dia, principalmente a vacina contra a gripe e a vacina pneumocócica, conforme recomendação médica.

Saiba mais em: Vacina da gripe: Quem pode tomar e quais seus benefícios

 

7. Busque atendimento médico em caso de sintomas suspeitos

É vital conhecer os sintomas de infarto e AVC e não hesitar em procurar ajuda médica imediatamente se você ou alguém próximo apresentá-los.

Sintomas de Infarto:

  • Dor ou desconforto no peito, que pode se espalhar para o braço esquerdo, costas, pescoço, mandíbula ou estômago.
  • Falta de ar.
  • Suores frios.
  • Náuseas ou vômitos.
  • Tontura ou desmaio.

Sintomas de AVC (Acidente Vascular Cerebral): Lembre-se do acrônimo SAMU (ou FAST em inglês) para reconhecer rapidamente os sinais:

  • Sorria: Peça para a pessoa sorrir. Um lado do rosto está caído?
  • Abraçar: Peça para a pessoa levantar os dois braços. Um braço está mais fraco ou caindo?
  • Música: Peça para a pessoa repetir uma frase simples. A fala está arrastada ou estranha?
  • Urgente: Se você notar qualquer um desses sinais, ligue para o SAMU (192) imediatamente!

Para mais detalhes sobre os sintomas e primeiros socorros em caso de AVC, o Ministério da Saúde do Brasil oferece informações valiosas: Ministério da Saúde – AVC.

 

 

Um chamado à ação: priorize sua saúde no inverno

O inverno é uma estação linda e cheia de charme, mas que exige atenção redobrada com a saúde. Ao adotar essas medidas preventivas e estar atento aos sinais do seu corpo, você estará dando um passo importante para proteger seu coração e seu cérebro.

Lembre-se, o conhecimento é poder, e agir preventivamente pode fazer toda a diferença.

Não espere sentir os sintomas para buscar ajuda. Consulte seu médico regularmente, siga suas orientações e compartilhe este conhecimento com seus amigos e familiares.

Afinal, cuidar da saúde é um gesto de amor próprio e para com aqueles que amamos.

 

FAQ – Perguntas Frequentes

O frio realmente causa infarto e AVC?

O frio não causa diretamente, mas é um gatilho para quem já possui fatores de risco, aumentando as chances desses eventos.

 

Pessoas jovens também correm risco de infarto e AVC no frio?

Sim, mas o risco é menor se não houver fatores como hipertensão, obesidade, tabagismo ou doenças cardiovasculares pré-existentes.

 

Tomar chá quente ajuda a prevenir problemas no frio?

Chás ajudam a manter a temperatura corporal e a hidratação, mas não substituem cuidados como roupas adequadas e controle da pressão arterial.

 

Praticar exercícios ao ar livre no frio é perigoso?

Depende. Se a pessoa estiver bem agasalhada e não houver contraindicações médicas, a prática moderada é segura. Porém, em casos de doenças cardiovasculares, é melhor optar por locais aquecidos ou cobertos.

 

Quem toma medicação para pressão precisa ajustar a dose no inverno?

Em alguns casos, sim. O médico deve avaliar individualmente, pois a pressão tende a subir no frio, exigindo ajustes em certos pacientes.

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