Olá! Tudo bem com você? Hoje, vamos conversar sobre um assunto que, embora possa parecer um pouco delicado, é extremamente importante: feridas que demoram a cicatrizar.
Sabe aquela lesão na pele que parece não querer se curar, que teima em permanecer ali, causando desconforto e até preocupação?
Pois bem, você não está sozinho nessa! Muitas pessoas passam por essa situação, e entender o porquê de algumas feridas serem tão persistentes e, principalmente, o que podemos fazer a respeito, é o primeiro passo para uma recuperação eficaz.
Por que algumas feridas insistem em não cicatrizar?
Primeiramente, é crucial entendermos que o processo de cicatrização é complexo e envolve uma série de fatores.
Sendo assim, quando uma ferida não evolui como esperado, é sinal de que algo pode estar interferindo nesse processo natural de reparo do nosso organismo.
Existem diversas razões para essa demora, e identificar a causa, por sua vez, é fundamental para um tratamento adequado. Em outras palavras, a cicatrização não é um evento isolado, mas sim uma cascata de eventos biológicos que pode ser facilmente interrompida.
Conheça os diferentes tipos de feridas
Para facilitar a nossa conversa e, em primeiro lugar, te ajudar a identificar melhor o seu caso, é importante sabermos que nem todas as feridas são iguais.

Elas podem ser classificadas de diversas maneiras, seja pela sua causa, profundidade ou aparência.
Feridas agudas
Em suma, são aquelas que surgem repentinamente, como cortes, arranhões, queimaduras leves ou ferimentos cirúrgicos.
Geralmente, elas seguem um processo de cicatrização previsível e tendem a se curar dentro de um período de tempo razoável, geralmente algumas semanas. Da mesma forma, sua característica principal é o seu tempo de duração, que é relativamente curto.
Feridas crônicas
Aqui, a situação é um pouco diferente. De fato, essas feridas são aquelas que não conseguem progredir pelas fases normais de cicatrização e, por conseguinte, persistem por um período prolongado, geralmente mais de 3 meses.
Além disso, alguns exemplos comuns incluem úlceras por pressão (escaras), úlceras venosas, úlceras arteriais e feridas diabéticas.
Em contraste com as agudas, elas demandam uma atenção especial e um plano de tratamento mais detalhado.
As causas mais comuns das feridas crônicas
Ademais, é de suma importância conhecer as causas mais comuns que levam uma ferida a se tornar crônica. Diversos fatores podem contribuir para essa condição.
Vamos dar uma olhada em alguns dos principais, por sua vez, entendendo como cada um deles afeta a sua recuperação.
Problemas de circulação sanguínea
De fato, uma irrigação sanguínea inadequada dificulta a chegada de oxigênio e nutrientes essenciais para as células responsáveis pela cicatrização. Isso é comum em pessoas com doenças vasculares, como a insuficiência venosa crônica ou a doença arterial periférica.
Para entender melhor essa relação e, da mesma forma, as opções de tratamento, você pode consultar as informações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) em seu site oficial: https://sbacv.org.br/.
Em suma, sem um bom fluxo sanguíneo, o processo de reparo simplesmente não acontece como deveria.
Infecções
Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) a infecção ocorre quando bactérias se multiplicam em uma ferida, interrompendo a cicatrização e danificando os tecidos.
Inicialmente, a infecção pode ser local, manifestando-se com os sinais clássicos de inflamação, como dor, calor, inchaço, vermelhidão e perda de função na área.
É crucial notar que, em feridas crônicas, as bactérias podem causar problemas como a cicatrização paralisada ou retardada, mesmo na ausência desses sinais óbvios de inflamação.
Em casos mais graves, a infecção pode se espalhar para áreas próximas (infecção disseminada) ou, ainda, entrar na corrente sanguínea, causando uma infecção sistêmica que pode afetar todo o corpo e levar a complicações sérias.
Diabetes
Pessoas com diabetes, especialmente quando a doença não está controlada, podem apresentar diversas alterações no organismo. Em outras palavras, a microcirculação é comprometida, há o desenvolvimento de neuropatia (perda da sensibilidade nos nervos) e o sistema imunológico fica enfraquecido.
Esses fatores, juntos, aumentam significativamente o risco de desenvolver feridas que cicatrizam lentamente, principalmente nos pés.
A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) oferece informações valiosas sobre o cuidado com os pés diabéticos, que você pode conferir através do link: https://diabetes.org.br/.
Pressão contínua
A pressão constante sobre uma área do corpo, como acontece em pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida, pode restringir o fluxo sanguíneo e, logo, levar ao desenvolvimento de úlceras por pressão (escaras).
A prevenção e o manejo dessas lesões são cruciais, uma vez que elas são causadas por um fator puramente mecânico. O Ministério da Saúde, por exemplo, possui uma cartilha sobre prevenção de lesões por pressão que pode te ajudar.
Má nutrição
Além disso, uma dieta pobre em nutrientes essenciais, como proteínas, vitaminas (principalmente A e C) e minerais (como zinco), pode comprometer a capacidade do organismo de reparar os tecidos danificados.
Manter uma alimentação equilibrada, portanto, é fundamental para a cicatrização.
Outras condições médicas
Por fim, é importante ressaltar que algumas doenças autoimunes, como o lúpus e a artrite reumatoide, e outras condições médicas podem afetar a cicatrização de feridas.
Da mesma forma, o uso de certos medicamentos, como os corticosteroides, também pode interferir nesse processo. Assim, é vital considerar o histórico médico completo do paciente.
Cuidados essenciais para uma boa cicatrização
Agora que entendemos um pouco melhor os tipos de feridas e as possíveis causas da cicatrização lenta, vamos falar sobre o que podemos fazer para ajudar a nossa pele a se recuperar da melhor forma possível.
O foco aqui, de fato, é agir de maneira proativa.
Limpeza adequada
A limpeza da ferida é, em primeiro lugar, o passo mais importante. Lave a ferida suavemente com água corrente e sabão neutro. Em alguns casos, no entanto, o médico ou enfermeiro pode recomendar o uso de soluções específicas.
Para a limpeza de feridas, o soro fisiológico é a solução mais recomendada devido à sua natureza estéril e similaridade com o líquido corporal, não sendo agressivo aos tecidos.
Alternativamente, soluções específicas para limpeza de feridas, como as à base de polihexanida (PHMB) ou aquelas que contêm prata, também podem ser utilizadas, especialmente em feridas mais complexas ou com risco de infecção
Cobertura da ferida
Em seguida, cobrir a ferida com um curativo adequado ajuda a protegê-la de contaminações externas, mantém o ambiente úmido (que, por sua vez, favorece a cicatrização em muitos casos) e absorve o excesso de secreção.
Existem diversos tipos de curativos disponíveis, e a escolha vai depender do tipo e da fase da ferida. Portanto, converse com um profissional de saúde para saber qual o mais indicado para você.
Troca regular do curativo
Ademais, é fundamental trocar o curativo de acordo com a orientação do profissional de saúde ou sempre que ele estiver úmido ou sujo.
É importante destacar, por outro lado, que a frequência da troca varia dependendo do tipo de ferida e da quantidade de secreção.
Atenção aos sinais de infecção
Fique atento aos sinais como vermelhidão ao redor da ferida, inchaço, calor, dor intensa, pus ou mau cheiro. Caso perceba algum desses sintomas, procure atendimento médico imediatamente, pois pode ser um sinal de infecção. De fato, a infecção pode comprometer toda a recuperação.
Controle de doenças preexistentes
Além disso, se você tem alguma condição médica como diabetes ou problemas de circulação, é crucial seguir o tratamento médico rigorosamente. Manter essas condições sob controle, portanto, contribui significativamente para a cicatrização das feridas.
Nutrição adequada
Como já mencionamos, uma dieta equilibrada e rica em nutrientes é essencial para a recuperação dos tecidos. Por essa razão, certifique-se de consumir proteínas magras, frutas, verduras e legumes em quantidade suficiente. Em alguns casos, a suplementação de vitaminas e minerais pode ser recomendada pelo médico ou nutricionista.
Hidratação
Da mesma forma, beber bastante água é importante para manter a pele hidratada e favorecer a cicatrização. Em outras palavras, a água é vital para as células que estão em processo de reparo.
Saiba mais em: Qual a quantidade de água devemos beber por dia?
Evitar pressão sobre a ferida
Se a ferida for causada por pressão, como uma úlcera, é fundamental aliviar a pressão sobre a área afetada. Isso pode envolver mudanças de posição frequentes, o uso de colchões e almofadas especiais.
Acompanhamento médico
Finalmente, em caso de feridas que não cicatrizam ou que apresentam sinais de piora, é fundamental procurar avaliação médica.
O profissional de saúde poderá diagnosticar a causa da demora na cicatrização e indicar o tratamento mais adequado para o seu caso.
Laserterapia: Uma aliada na cicatrização difícil
Entre as diversas opções terapêuticas disponíveis, a laserterapia, também conhecida como fotobiomodulação, tem se mostrado uma ferramenta promissora no tratamento de feridas de difícil cicatrização. Mas, afinal, como essa tecnologia funciona e quais são seus benefícios?
A laserterapia utiliza luz laser de baixa intensidade, aplicada diretamente sobre a ferida. Essa luz, ao interagir com as células do nosso corpo, desencadeia uma série de efeitos biológicos que favorecem o processo de cicatrização.
Em outras palavras, ela estimula as próprias células a trabalharem de forma mais eficiente na reparação do tecido danificado.
Quando devo procurar ajuda médica?
Em vista disso, é importante não negligenciar feridas que não cicatrizam. Procure um médico ou enfermeiro especialista em feridas se você observar o seguinte:
- A ferida não mostra sinais de melhora após algumas semanas.
- A ferida aumenta de tamanho.
- Há sinais de infecção (vermelhidão, inchaço, calor, dor intensa, pus, mau cheiro).
- A ferida está muito dolorosa.
- Você tem alguma condição médica que possa estar dificultando a cicatrização, como diabetes ou problemas de circulação.
Como posso prevenir feridas que não cicatrizam?
A prevenção é sempre o melhor caminho. Algumas medidas simples podem, portanto, ajudar a evitar o surgimento de feridas crônicas:
- Mantenha a pele sempre limpa e hidratada.
- Evite traumas e lesões na pele.
- Se você tem diabetes, siga rigorosamente as orientações médicas para controle da glicemia e cuide bem dos seus pés.
- Se você fica muito tempo acamado ou sentado, procure mudar de posição frequentemente para evitar a pressão sobre a pele.
- Mantenha uma alimentação saudável e equilibrada.
- Use calçados confortáveis e adequados.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. Por que minha ferida não cicatriza?
Diversos fatores podem influenciar a cicatrização, como problemas de circulação, infecção, diabetes não controlada, pressão contínua, má nutrição e outras condições médicas.
2. Quanto tempo uma ferida leva para cicatrizar normalmente?
Feridas agudas geralmente cicatrizam em algumas semanas. Por outro lado, feridas crônicas podem levar meses ou até anos para cicatrizar, dependendo da causa e do tratamento.
3. O que posso colocar na ferida para cicatrizar mais rápido?
A limpeza adequada e a cobertura com um curativo apropriado são os cuidados iniciais mais importantes. No entanto, não utilize produtos sem orientação médica, pois alguns podem prejudicar a cicatrização.
4. É normal sentir dor em uma ferida que não cicatriza?
Sim, é comum sentir dor em feridas, especialmente se houver inflamação ou infecção. Todavia, dor intensa e persistente deve ser avaliada por um profissional de saúde.
5. Como saber se a ferida está infectada?
Sinais de infecção incluem vermelhidão, inchaço, calor, dor intensa, pus ou mau cheiro na ferida. Procure atendimento médico se observar esses sintomas.
6. A alimentação influencia na cicatrização?
Sim, uma dieta rica em proteínas, vitaminas e minerais é fundamental para fornecer os nutrientes necessários para a reparação dos tecidos.
7. Posso usar remédios caseiros para cicatrizar a ferida?
Embora alguns remédios caseiros possam ter propriedades cicatrizantes, é importante conversar com um profissional de saúde antes de utilizá-los, pois nem sempre são adequados e podem até prejudicar a cicatrização.
8. O que é um curativo oclusivo?
Um curativo oclusivo é um tipo de curativo que impede a passagem de ar e umidade para a ferida. Ele pode ser utilizado em alguns casos específicos para promover a cicatrização em ambiente úmido, mas a indicação deve ser feita por um profissional de saúde.
9. Qual profissional de saúde devo procurar em caso de ferida que não cicatriza?
Você pode procurar um clínico geral, um dermatologista, um enfermeiro especialista em feridas ou um cirurgião vascular, dependendo da causa e da complexidade da ferida.
10. Como posso prevenir úlceras por pressão se fico muito tempo acamado?
Realize mudanças de posição frequentes (a cada duas horas, se possível), utilize colchões e almofadas especiais para aliviar a pressão, mantenha a pele limpa e seca, e procure manter uma boa nutrição e hidratação.
Esperamos que este artigo tenha sido útil para você entender melhor as feridas que não cicatrizam. Lembre-se sempre de que, em caso de dúvidas ou problemas com a sua saúde, a melhor conduta é procurar a orientação de um profissional qualificado. Cuidar da sua pele é cuidar da sua saúde!